
Minhas confusões mentais me enfraquecem,me tornam vulnerável.
Sou carente,não dou conta de dar amor em dobro para os outros e para mim.
Corro contra o tempo quanto à isso.
Nada se encaixa de fato em mim. Me escondo de mim,num fato falho. Aliás,falho mais que o normal. É extremo,visível!
Crio situações,fantasio,penso com desejo forte em fatos utópicos que me habitam a cabeça.
Choro.Não sou forte o bastante para tais riscos. Tento não botar tudo à perder.
Participo de um universo totalmente abstrato,paralelo.
Tenho em mim dois mundos cravados.
Crio absurdos,converso só (aos olhos alheios).
Me decifro em um instante,e em outro já mudo meu labirinto interior. Não compreendo um bocado de coisas e pouco me fodo para a maioria delas.
Adoto amores,pois sou visivelmente incapaz de não amar,e assim vivo com minhas incertezas,afinal,como dizia Cecília Meireles:
" Não sou alegre,nem sou triste. Sou poeta."
