terça-feira, 28 de abril de 2009

Da Barreira à Parede.


Criar uma parede. Uma espécie de barreira,contra problemas sociais,
contra problemas pessoais,contra problemas de saúde.
Criar uma barreira. Uma parede,contra hipocrisia,
contra pudor falso,contra rasteiras.
Criar uma parede. Uma barreira,contra doenças,gripes suínas,
contra PRECONCEITO,contra o desapego.
Criar uma parede,de raça,e fazer de cada tijolinho,uma pessoa de bem,
uma pessoa que luta,que corre atrás,que não abaixa a cabeça e que muito menos
passa alguém pra trás.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

- Capítulos Diários 2


Tarde de chuva. Abril,dia primeiro,o da mentira,na tal sabedoria popular.
Chegara em casa encharcada,chovia forte,granizo puro de doer!
Percebeu que algo havia lhe acertado a cabeça. Latejava feito música eletrônica,cada pulso um impulso. Doía. Não havia sangue,só um galo,de expessura mole e dolorida.
Tentou olhar no espelho: fracassou. Era perto da nuca e além do mais,era cabeluda. Desistiu.
Tirou os all stars verde-musgo-encharcados e praguejou-os,pois quando chove,entra água pelos buraquinhos laterais. Botou o par molhado pra secar na varanda. Espirrou,em seguida. Praguejou a nova gripe adquirida. Pensou em tomar um banho quente,mas estava varada de fome. Estática,olhar além,pensava em qual função fisiológica atenderia primeiro. Decidiu tomar banho.
Se despiu lentamente,enquanto curtia o friozinho que passava por entre suas costas úmidas. Arrepiou. Parou defronte ao espelho. Apalpou os seios,segurou os cabelos como se rabo de cavalo fosse fazer,fez pose,sorriu.
Olhou o grau de flacidez da bunda,apertou-a,riu em seguida,pensando numa academia.
Era um ritual,todo dia repetia tais apalpadas,tais poses...Era bonita,diferente.
Entrou no box,abriu rapidamente o chuveiro e deu um pulo para trás. Rodeou a mão pela água fria que caía no centro do chuveiro e aqueceu-a. Mediu com o pé a temperatura.Quente demais. Esfriou um pouco.Agradável. Se molhou aos poucos,brincou com a água,viu ela passar entre os dedos e fluir pra outro lugar. Sentou-se no chão,curtiu a água descendo,penetrando a temperatura frígida. Fechou os olhos,virou o rosto para cima,deixou a água cair no rosto Sentiu a água fria da chuva que havia em seus cabelos se esvair pelas costas,provocando-lhe um leve arrepio pela espinha. O galo mole doía,dorzinha boa. Apertava-o contra a parede,e soltava lentamente,curtindo a dor. Sorria. Lavou os cabelos,ensaboou-se,se masturbou relembrando as trepadas com o namorado bom de cama. Gozou. Saiu do box,se secou,passou a toalha sobre a vagina recém molestada,sentiu-a inchada,o músculo contraiu,se afastou como um espasmo da mão atoalhada. Sorriu,com sorriso sacana. Terminou de se secar completamente,vestiu o blusão cru,sem nada mais. Atravessou a casa,indo direto pra cozinha. Preparou um bife da janta da noite anterior com pão dormido e um copão de coca-cola. Acrescentou molho barbecue que sobrou da última comida no MC´Donalds,e mais alguns alfaces e tomates.
Comeu vendo tevê. Fumou um cigarro logo após. Deixou cair uma brasinha no sofá,esbofeteou rapidamente,para não queimar. Por sorte não queimou. Continuou no sofá,imóvel. Espirrou novamente,xingou correndo pro banheiro,com catarro na mão. Soou o nariz,voltou pro sofá.Adormeceu,acordou no outro dia,pela manhã,e fez tudo de novo...rotineiramente.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

- Capítulos diários.




  1. Cotidiano,todo dia.
    Matemática, 10 longos anos!
    Palmatória social,sem sucesso profissional.
    Árvore de maracujá,várias flores pra catar.
    Maria mole em boca de criança,
    banho quente e esperança.
    Alma viva,viva a alma! Amor sem culpa,livre e calma.
    Cabelo ao vento,dormir de conchinha,
    medo de ser descoberto,sol da manhã.
    Recíprocas verdadeiras,de uma mente que não é sã.
    Colcha de retalho,café na cama,
    acordar com beijinho quem se ama...
    Etiópia,sofrimento. FOME e muitos dormindo ao relento.
    Suco de limão,apagar aquela paixão,
    bater em mulher e amar um irmão.
    Casaco rasgado,lápis de cor,
    Selva de pedra e um grande amor.