quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Hora do Almoço.

Deixemos de coisa,e vivemos a vida
Pois se não chega a morte ou coisa parecida,
E nos arrasta,moço sem ter visto a vida.

sábado, 12 de dezembro de 2009

Inspira

Não há mais desculpa.
Nem há mais pronde correr.
Agora é vida ou morte,e eu estou pensando mesmo é em viver.
Não posso culpá-los por acharem que isso é o pior,afinal eu nunca mostrei pra eles o que a gente viu de melhor.
O que eu quero ultimamente?
Dormir tranquila,na certeza de que te tenho,do meu lado e contente.
Inspira,respira,suspira...
Inspira,respira,suspira...
Ah,quem me dera...
quem? você.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Bolhas


Bolhas de idéia,
Explodem simples no ar.
E ultimamente meu refúgio é tão sutil quanto.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Morada.

O fluxo corre rapido,quase imperceptivel. Hoje eu ja nao sou o que era antigamente,hoje ele ja nao eh o que foi pra mim outrora. Mas permanece,instintivamente permanente. Nao eh de se entender,nao eh de se saber,eh apenas de se sentir...Sem mais,nem menos,eh apenas equilibrado.
Equilibrio esse que me corta as viceras de forma definida,um so corte,sem chances de cicatrizacao.
E o que me vem na cabeca eh apenas o desespero,aquele de sempre...aquele,de nunca saber o que fazer.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Amanheceu.


Nós estávamos lá. Amanhecendo juntos,sem pensar em mais nada.
Em nada mais.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

- Chuva.

Limpa,limpa,limpa!
Caia,forme lagoinhas,leve a sujeira fisica e mental.
Colore o ceu cinza com raios claros.
Proporcione um soninho bom,de madrugada.
Frio,chocolate quente,filme...
Caia na janela,escorregue.
Molhe tudo,pra ver se amolece.
chuva,chuva,chuva.

- A arte de produzir efeito sem causa.

No olho se via. Nitidamente! Como era indiscreta a face dada...
Esperar por muitos anos,no fim devia haver alguma recompensa,mas nao houve...
Houve o soluco,de quem um dia esperou...sem recompensas,nem previsoes,nem mesmo ilusoes! O que era um milagre,partindo do presuposto que ela nao vivia sem.
Botando a cabeca no travesseiro ha de se entender,ou pelo menos tentar. Seguir a vida com tao breves pensamentos ao invez de se doar terminantemente aos sonhos que queira alcancar?
Tarefa dificil,principalmente pra ela que se doou tanto as ilusoes,deixa-las sair,sem ter mais em que se apoiar.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

O fumante.

Desacelero,em sequências cardíacas inegáveis. Me mato ao ver uma falta de fôlego que rompe nossa ponte de socialidade. E derrepente,cadê você? Não,não foi preparar o café,se meteu em uma triste história. Daquelas,dos homens que saem pra comprar cigarro e simplesmente não voltam nunca mais.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Bobagem

- Minha beleza,não é efêmera como o que eu vejo em bancas por aí,
Minha natureza,é mais que estampa,é um belo samba que ainda está por vir
Bobagem pouca,besteira
Recíproca nula,a gente espera
Mero incidente,corriqueiro
Ser mulher,a vida inteira.

Céu.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Criação,antecede os antecedentes criminais
de minha razão
Fatos consumados devoram os não criados,sãos de uma mente subhumana.

Lentidão,me pulsa nas veias,
sua razão é corrosiva,o que me faz ser meio impulsiva.

Sentido,tão ambíguo quanto sua própria definição,corrói
o que é belo,sujo,são e vão.

Pulsação,mais que um movimento retilíneo e uniforme,
seria então uma despedida nobre?

Indecisão,criado indefinidamente para expressar o que não é certo,nem errado
e nem decidido.
Agora me diz,é necessário ter sentido?

terça-feira, 18 de agosto de 2009

- Voracidade que não tem mais fim.


Ela passara por muitas dificuldades ultimamente,talvez pela sua ânsia de ver tudo certo e abrigar-se na tranquilidade final.
Estava sensível,chorava por pouco e se metia numa utópica camada de ilusão,em seu íntimo pensava estar tudo bem,quando de fato estava tudo se decompondo... Uma decomposição mental,causada pelo esforço de sua cabeça constantemente pensante.
É uma miscelânea de pensamentos que vêem à 300 km por hora,e ainda assim ela ficava de pé,no topo de sua utopia interior,que ao mesmo tempo lhe corroía as entranhas.
Então ela acordou. Ouviu um pássaro verde pousado na janela dizer: Não se apavore! Depois piora.
Foi aí, teve certeza do quanto era fulgás.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Tudo age rápido. Corre em velocidades de luz na cabeça.
Ela para. Adota uma nova técnica de adaptação,insere a insana vontade de ter tudo em ordem,mas sua cabeça tem sede de insanidade,não consegue fazê-la parar.
Tudo corre. velocidade ímpar,faz ela delirar,decifrar. Mudanças seguem,finalmente ocorrem,possibilidades,nova vida,mudanças.
Vê tudo mudar,a época não voltar,o canto enferrujar. Ambições,outras,distintas. Isso não se expressa,é sem expressão,não lhe cabe entender. Só lhe cabe viver. Como é possível? O mundo gira,corre,anda contra o tempo,em outra velocidade,em outro tempo,em outro mundo. O mundo dela. Largar tudo,construir de novo,murro em ponta de faca,tudo valeu à pena,ela vai dar conta? Não tem por que. Não tem nem sequer um motivo sólido,além do que ela sente. Muda sempre. Dessa vez? Quem sabe. Garanto que não é ela. Ela nem sabe o dia de amanhã. Ninguém sabe. Ninguém entende. Não se sabe,apenas não se sabe. E ela? Ela nem se preocupa.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Eu queria.

Um cantinho só meu,preguiçinha vespertina,conhecimento,risos faceiros,cheiro de flor,cheiro de mato,cheiro de chuva,cafuné noturno,voz e violão,céu limpo,céu nublado,por-do-céu,dreadlocks,casamento,saraus,chapéis,mar,floresta,campo,mato,cachoeira,amor.

Criatividade,frio na barriga,careta,morango,dançar,cantiga de roda,atrações,palhaços,malabares,teatro,cinema,rádio,olhares,framboesa,fogueira,passarinho,por-do-sol,nascer-do-sol,vento,amor.

Realizar,sonhar,cantar,correr,emagrecer,dormir,banhar,comer,sentir,furar,apertar,amassar,esticar,
enrrolar,viajar,passar,errar,acertar,caminhar,brigar,gargalhar,amar.

só queria.

ganhar,perder,sangrar...

Me ganhar de amor,
Me abrir sorrisos frágeis
Cair de corpo e alma cor,
em tuas mãos ágeis
Sair cantando a lua,
e na sua porta,bater nua
crua,como o vento.
No final de setembro
Eu quero mais é me doar,
ganhar,perder,sangrar,
Como o vento batendo no rosto,
e fazer do teu peito,encosto.'
como uma brisa leve
quero que teu peito me carregue.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Ah,coração leviano...

Me pego pensando em como a vida é um turbilhão de mudanças sem fim.
Um dia a gente tem a vida pedida,com os agradecimentos em dia com o Cara lá de cima,feliz da vida,cheios de sorrisos de orelha à orelha...
E no outro o que sobra é a saudade,que aliás não é nada recíproca.
Eu não consigo entender o que é ter alguém nas mãos e do mesmo jeito conseguido,sacrificá-la por uma mísera falta de tempo.
Tempo? E quem diabos precisa de tempo?
Dividir o tempo...viver de cronogramas pré-programados e com capacidades dizer que é livre.
Isso é tão certo quanto a honestidade governamental.
o que tenho a dizer além do desabafo abafado?

'tempo,tempo,tempo mano velho...'

terça-feira, 16 de junho de 2009

Mente utópica.


Minhas confusões mentais me enfraquecem,me tornam vulnerável.

Sou carente,não dou conta de dar amor em dobro para os outros e para mim.

Corro contra o tempo quanto à isso.

Nada se encaixa de fato em mim. Me escondo de mim,num fato falho. Aliás,falho mais que o normal. É extremo,visível!

Crio situações,fantasio,penso com desejo forte em fatos utópicos que me habitam a cabeça.

Choro.Não sou forte o bastante para tais riscos. Tento não botar tudo à perder.

Participo de um universo totalmente abstrato,paralelo.

Tenho em mim dois mundos cravados.

Crio absurdos,converso só (aos olhos alheios).

Me decifro em um instante,e em outro já mudo meu labirinto interior. Não compreendo um bocado de coisas e pouco me fodo para a maioria delas.

Adoto amores,pois sou visivelmente incapaz de não amar,e assim vivo com minhas incertezas,afinal,como dizia Cecília Meireles:

" Não sou alegre,nem sou triste. Sou poeta."

- Saudade é composto químico!


Saudade é composto químico.

Composto maléfico à saúde do ser-humano.

Saudade é composta de doses cavalares de lembranças microorgânicas (milhares delas!); de amor incomensurável,correspondido ou não; de ansiedade,desejo,estresse!

Saudade é composto orgânico. Se deteriora facilmente quando posto à frente de seu objeto causador.

Saudade enriquece a libido. Aumenta a vontade,a carência,e nos faz vulneráveis,tornando-se uma mera marca de viagra unissex.

Saudade é remédio para relacionamentos congelados pelo tempo não passado.

Saudade pode mudar o humor,às vezes não é tão benéfico.

Saudade é fantasia duradoura de mente que não é sã.

Saudade é fruto de mentes férteis,corações amantes,corpos livres,largados ao vento.

Saudade não é palpável,nem tem odor,cor,sabor...

Saudade é fruto do amor.

Ama? Pois então tem saudade.

Tem saudade? Pois então ama.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Da Barreira à Parede.


Criar uma parede. Uma espécie de barreira,contra problemas sociais,
contra problemas pessoais,contra problemas de saúde.
Criar uma barreira. Uma parede,contra hipocrisia,
contra pudor falso,contra rasteiras.
Criar uma parede. Uma barreira,contra doenças,gripes suínas,
contra PRECONCEITO,contra o desapego.
Criar uma parede,de raça,e fazer de cada tijolinho,uma pessoa de bem,
uma pessoa que luta,que corre atrás,que não abaixa a cabeça e que muito menos
passa alguém pra trás.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

- Capítulos Diários 2


Tarde de chuva. Abril,dia primeiro,o da mentira,na tal sabedoria popular.
Chegara em casa encharcada,chovia forte,granizo puro de doer!
Percebeu que algo havia lhe acertado a cabeça. Latejava feito música eletrônica,cada pulso um impulso. Doía. Não havia sangue,só um galo,de expessura mole e dolorida.
Tentou olhar no espelho: fracassou. Era perto da nuca e além do mais,era cabeluda. Desistiu.
Tirou os all stars verde-musgo-encharcados e praguejou-os,pois quando chove,entra água pelos buraquinhos laterais. Botou o par molhado pra secar na varanda. Espirrou,em seguida. Praguejou a nova gripe adquirida. Pensou em tomar um banho quente,mas estava varada de fome. Estática,olhar além,pensava em qual função fisiológica atenderia primeiro. Decidiu tomar banho.
Se despiu lentamente,enquanto curtia o friozinho que passava por entre suas costas úmidas. Arrepiou. Parou defronte ao espelho. Apalpou os seios,segurou os cabelos como se rabo de cavalo fosse fazer,fez pose,sorriu.
Olhou o grau de flacidez da bunda,apertou-a,riu em seguida,pensando numa academia.
Era um ritual,todo dia repetia tais apalpadas,tais poses...Era bonita,diferente.
Entrou no box,abriu rapidamente o chuveiro e deu um pulo para trás. Rodeou a mão pela água fria que caía no centro do chuveiro e aqueceu-a. Mediu com o pé a temperatura.Quente demais. Esfriou um pouco.Agradável. Se molhou aos poucos,brincou com a água,viu ela passar entre os dedos e fluir pra outro lugar. Sentou-se no chão,curtiu a água descendo,penetrando a temperatura frígida. Fechou os olhos,virou o rosto para cima,deixou a água cair no rosto Sentiu a água fria da chuva que havia em seus cabelos se esvair pelas costas,provocando-lhe um leve arrepio pela espinha. O galo mole doía,dorzinha boa. Apertava-o contra a parede,e soltava lentamente,curtindo a dor. Sorria. Lavou os cabelos,ensaboou-se,se masturbou relembrando as trepadas com o namorado bom de cama. Gozou. Saiu do box,se secou,passou a toalha sobre a vagina recém molestada,sentiu-a inchada,o músculo contraiu,se afastou como um espasmo da mão atoalhada. Sorriu,com sorriso sacana. Terminou de se secar completamente,vestiu o blusão cru,sem nada mais. Atravessou a casa,indo direto pra cozinha. Preparou um bife da janta da noite anterior com pão dormido e um copão de coca-cola. Acrescentou molho barbecue que sobrou da última comida no MC´Donalds,e mais alguns alfaces e tomates.
Comeu vendo tevê. Fumou um cigarro logo após. Deixou cair uma brasinha no sofá,esbofeteou rapidamente,para não queimar. Por sorte não queimou. Continuou no sofá,imóvel. Espirrou novamente,xingou correndo pro banheiro,com catarro na mão. Soou o nariz,voltou pro sofá.Adormeceu,acordou no outro dia,pela manhã,e fez tudo de novo...rotineiramente.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

- Capítulos diários.




  1. Cotidiano,todo dia.
    Matemática, 10 longos anos!
    Palmatória social,sem sucesso profissional.
    Árvore de maracujá,várias flores pra catar.
    Maria mole em boca de criança,
    banho quente e esperança.
    Alma viva,viva a alma! Amor sem culpa,livre e calma.
    Cabelo ao vento,dormir de conchinha,
    medo de ser descoberto,sol da manhã.
    Recíprocas verdadeiras,de uma mente que não é sã.
    Colcha de retalho,café na cama,
    acordar com beijinho quem se ama...
    Etiópia,sofrimento. FOME e muitos dormindo ao relento.
    Suco de limão,apagar aquela paixão,
    bater em mulher e amar um irmão.
    Casaco rasgado,lápis de cor,
    Selva de pedra e um grande amor.